Existe amor no esporte

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5 casais de namorados que a Olimpíada ajudou a unir

Entre uma medalha e outra, é possível encontrar o amor. As histórias de alguns dos mais importantes e vitoriosos esportistas olímpicos mostram que essa frase é verdadeira. Os Jogos já ajudaram a unir e manter diversos relacionamentos.

Conheça cinco casais que fazem parte desse grupo:

 

Zatopek e Dana se beijam nos Jogos de 1952 (Foto: Reprodução)

Zatopek e Dana se beijam nos Jogos de 1952

Casal de ouro

Emil Zatopek e Dana Ingrova nasceram no mesmo dia, do mesmo ano: 19 de setembro de 1922. Abraçaram o atletismo: ela se tornou arremessadora de dardo, e ele, corredor. Se encontraram nos Jogos Olímpicos de 1948 e dois meses e meio depois já estavam casados. Quantro anos mais tarde, na Olimpíada de Helsinque, ganharam medalhas de ouro com uma hora de diferença entre uma prova e outra. Aos jornalistas, Zatopek disse que sua vitória nos 5.000 m havia inspirado sua mulher. Ela rebateu: “Ok, vá então inspirar outra garota e veja se ela consegue lançar um dardo a 50 metros de distância”. Bom humor era parte do relacionamento. Naquela Olimpíada, Zatopek ainda ganharia os 10.000 m e a maratona, em uma das mais impressionantes performances do atletismo na história. O casal não teve filhos e viveu junto até a morte do corredor, em 2000.

 

Connolly e Fikotova em seu casamento, com Dana (esq.) e Zatopek (dir.), em Praga (Foto: Reprodução)

Connolly e Fikotova em seu casamento, com Dana (esq.) e Zatopek (dir.), em Praga (Foto: Reprodução)

Amor na Guerra Fria

O clima olímpico era tenso. Melbourne-1956: auge da Guerra Fria e uma Olimpíada marcada por boicotes. Foi nesse cenário que Olga Fikotová e Hall Connolly se apaixonaram. Ela, da República Tcheca, e ele, dos EUA, países inimigos. Olga foi a única medalhista de ouro de seu país nos Jogos – arremessou o disco a 53,69 m. Quando voltou para casa, no entanto, os dirigentes políticos a acusavam de traição. O ouro havia sido ofuscado por seu romance com Connolly, campeão do lançamento de martelo. No Ocidente, no entanto, o casal era festejado. Meses depois, em visita de Connelly à República Tcheca, os dois marcaram casamento. Era o fim da carreira de Olga, mas a união foi autorizada pelo governo. Zatopek e Dana foram as testemunhas. A ideia era fazer uma cerimônia discreta, mas a notícia se espalhou e logo uma multidão foi ao local – uns queriam ver um americano, outros procuravam por Zatopek. Banida da seleção tcheca, Olga competiu pelos EUA em Roma-1960 e Munique-1972. O casal se divorciou em 1973.

 

Bernardinho orienta Fernanda Venturini durante jogo (Foto: Divulgação)

Bernardinho orienta Fernanda Venturini durante jogo (Foto: Divulgação)

De técnico a marido

A situação era delicada: ela era atleta, e ele, treinador. Mas o interesse era mútuo e já ficara evidente. Bernardinho e Fernanda Venturini demoraram um pouco a engatar o romance, mas desde que assumiram o relacionamento, em 1995, formam um dos casais mais conhecidos e vitoriosos do vôlei. Juntos, como técnico e atleta, conquistaram duas medalhas de bronze: em Atlanta-1996 e Sydney-2000. Em Atenas-2004, quando Bernardinho comandou a selecção masculina rumo ao ouro, o relacionamento dos dois foi pivô de uma crise com José Roberto Guimarães, que reclamou das interferências do marido de Fernanda na equipe feminina, que ele comandava. Fernanda já deixou as quadras, mas o marido continua a treinar o time masculino. Eles têm duas filhas, Julia e Vitória.

 

Bart dá o primeiro beijo em Nadia Comaneci (Foto: Bartandnadia.com)

Bart dá o primeiro beijo em Nadia Comaneci (Foto: Bartandnadia.com)

Primeiro beijo

O primeiro beijo aconteceu quando ela tinha apenas 14 anos. Março de 1976, Nadia Comaneci e Bart Conner haviam conquistado um torneio de ginástica artística em Nova York. Na hora das fotos com as taças, algum fotógrafo sugeriu que o rapaz de 18 anos desse um beijo na garota. Ele deu, no rosto, e não se esqueceu mais dela. A menina foi embora jurando nunca mais pensar no rapaz. Havia mais em que pensar. Quatro meses depois, ela encantaria o mundo ao atingir a primeira nota dez nos Jogos Olímpicos e se tornaria uma celebridade do esporte mundial. Conner continuava a acompanhar a carreira da garota e ficou sabendo de sua saga para fugir da Romênia, em 1989. Quase dois anos após a fuga, Comaneci passou a treinar com o técnico de Conner, e a amizade entre os dois se transformou em romance. Alguns anos depois, ela disse “não” quando ele a pediu em casamento. Conner mal pôde acreditar quando ela mudou de ideia poucos minutos depois. O casal de campeões olímpicos (ele ganhou dois ouros em 1984) está junto até hoje e tem um filho.

 

Federer e Mirka nos Jogos de Londres-2012 (Foto: Reprodução)

Federer e Mirka nos Jogos de Londres-2012

Primeira dama

Ela é presença constante nas arquibancadas quando o marido Roger Federer está em quadra. Mirka Vavrinec já é reconhecida pelo público que acompanha o tênis. O que muitos não sabem é que a mulher de Federer, que também cuida de sua carreira, já foi tenista. E os Jogos Olímpicos foram os responsáveis pela união do casal. Os dois se conheceram durante a Olimpíada de Sydney-2000. Eram companheiros na equipe da Suíça. Mirka não teve uma carreira nem de longe tão brilhante quanto a do marido. Ela chegou à posição 76 do ranking e se aposentou em 2002, por causa de uma lesão. Federer é dono de 17 títulos de Grand Slams. Casados desde 2009, eles têm quatro filhos: duas gêmeas e dois gêmeos.

 

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